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Uma preocupação
constante na vida de pais e educadores se refere à
auto-estima de crianças e adolescentes. Sem dúvida,
é um grande incômodo constatar que algumas crianças
nem sempre são capazes de perceber as próprias
qualidades, mesmo quando estas saltam aos olhos. Como se isso
não bastasse, o senso comum, as revistas e os sites
da Internet estão constantemente abordando esse conceito,
bombardeando-nos a todo o momento com testes mágicos
capazes de avaliar nossa auto-estima, trazendo dicas maravilhosas
que prometem aumentá-la e contribuindo para a saúde
psicológica de nossas crianças e adolescentes.
É bem verdade que a auto-estima, quando característica
fortemente presente na estrutura interna de uma criança,
é capaz de assegurar seu desenvolvimento saudável.
Mas é necessário avaliar o que significa realmente
essa palavrinha rodeada por uma mágica capaz de resolver
todos os males da atualidade.
A auto-estima se refere à capacidade de acreditarmos
em nossas habilidades e potencialidades. É um elemento
que se desenvolve na infância e depende de como e do
quanto fomos valorizados pelas pessoas que amamos. Conhecer
nosso valor depende de que alguém o aponte e nos estimule.
Mas como se faz isso no dia-a-dia?
A criança pequena embasa seus comportamentos nas respostas
que seus pais são capazes de lhe dar. Se ela passa
horas desenhando e pintando, é muito provável
que ela leve seu desenho ao pai e à mãe para
que estes aprovem seu feito com toda a satisfação
e alegria. É essa aprovação, marcada
pelo olhar afetivo e o interesse espontâneo, que fará
com que ela perceba que é capaz de realizar pequenas
tarefas.
Mas muitos pais, na ânsia de criarem filhos perfeitos
e capazes de contornar as dificuldades normais da vida, costumam
exigir de uma criança um padrão muito alto de
perfeição, quase impossível de ser alcançado,
salvo com extremo esforço e ansiedade. A criança,
em sua necessidade incondicional de agradar aos pais, luta
para atingir esse ideal, mas, como seria de se esperar, frustra-se
com freqüência, restando a ela apenas a sensação
de que nada do que faz é suficientemente adequado.
É por essa razão que pais e educadores devem
estar constantemente atentos às capacidades de cada
criança em suas respectivas fases de desenvolvimento.
Em cada etapa de seu amadurecimento, a criança mostra-se
capaz de superar determinados obstáculos, e isso deve
ser obrigatoriamente estimulado por aqueles que a rodeiam.
Esse estímulo não se resume à simples
atitude de cumprimentá-la por seu esforço e
conquista, mas envolve, principalmente, o olhar atento, o
afeto demonstrado e o orgulho de enxergar no filho e no aluno
um ser humano em desenvolvimento.
A vida é naturalmente repleta de dificuldades, e nós,
adultos, sabemos que convém a uma criança aprender
a superá-las, uma vez que não somos poderosos
e eternos para impedir que a vida siga seu curso. A tarefa
que nos cabe então é assegurar que crianças
e adolescentes sintam-se capazes de confiar em si mesmo e
de proteger o que é mais importante para eles —
o valor e a certeza de quem são e do que podem superar.
Fonte: www.portalpositivo.com.br
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