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Os primeiros anos de vida de uma
criança são fundamentais à hora de adquirir
segurança em si própria, de aprender a autovalorizar-se
e superar-se em cada desafio.
Do mesmo modo, a atitude dos pais e a valorização
que realizem sobre seu filho e seus atos têm um papel
transcendental neste êxito já que é precisamente
ele, o espelho único em que a criança se olha
para formar sua própria auto-estima.
Ainda que pareça mentira, o que uma criança
pensa de si própria depende em grande medida do que
os demais - que são seu espelho - pensam dela. Assim
se o reflexo que capta é negativo, terá uma
imagem negativa de si própria. Pelo ontrário,
se os reflexos que contempla são positivos, sua auto-estima
será alta.
A etapa em que a criança começa
a formar sua auto-estima costuma coincidir no tempo com a
do desenvolvimento básico de suas faculdades. E tem
mais, o nível que alcancem tais faculdades dependerá,
em grande medida, da auto-estima alcançada pelo pequeno
até esse momento.
Isto é, apenas se ela se considera capaz,
poderá sair vitoriosa na luta que dia a dia lhe irá
impondo seu próprio desenvolvimento: hoje pronunciar
bem esta palavra, amanhã os problemas de matemática...
E é que, ainda que tenha um coeficiente de inteligência
superior ao normal, se a criança não tem fé
em si, o mais provável é que termine adotando
posturas catastróficas, covardes, que lhe conduzam
ao fracasso, não apenas na infância, mas, provavelmente,
também ao longo e sua vida.
O primeiro passo em sua educação
deve ser, portanto, ajudar-lhe a cimentar as bases para que
tenha uma imagem positiva de si própria. Assim antes
de ensinar-lhe a fazer algo, é preciso convence-la
de que é capaz de aprender e de fazer as coisas bem.
Do mesmo modo, é preciso evitar essas "típicas"
etiquetas e rótulos que se costumam pendurar nas crianças,
e que poderiam chegar a converter-se em sua forca, sobretudo
porque logo são bastante difíceis de retirar.
Se desde que começa a entender as coisas - muito antes
do que se costuma pensar - a criança se identifica
com certos apelativos como astuto, bobalhão, burro,
etc., crescerão acreditando firmemente que é
muito astuto, bobalhão, burro...
Outro bom propósito para os pais é
que se proponham, ao repreender-lhe, separar sempre a má
ação do como é realmente a criança.
Uma coisa é fazer-lhe ver que se comportou mal, e
o que fez não está certo, e outra bem diferente,
assegurar que é uma criança má.
Fonte: www.daescola.com.br
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